AGORA (para os Sem-Abrigo de Lisboa) Agora só ao poente na luz filtrada de rosa que é a nossa nesta cidade acesa onde as palavras voam pelas ruas as casas os telhados palavras-pássaro palavras-vento e agora sempre ao poente palavras-medo (25 de Outubro de 2014)
Friday, September 19, 2014
A Árvore dos Cães
Estão escondidos na copa
da árvore das almas:
são cães de guarda,
espreitam os sonhos
das noites mais negras das noites mais calmas
(19 Setembro 2014)
Saturday, September 13, 2014
Passou demasiado tempo.
Se me distraio
deixo de ser.
Penso no que escrever
mas como Álvaro de Campos
se penso demais
não escrevo